quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Por que o marketing verde não convence

Você acredita em tudo que se diz sustentável e ecologicamente correto por aí? Se sua resposta for “não”, bem vido ao clube da imensa maioria de descrentes do marketing verde. Pesquisas  feitas no Brasil e no mundo já mostraram que mais de 80% das pessoas desconfiam que as empresas cumpram as ações de responsabilidade socioambiental que anunciam em suas propagandas.

O que deu errado? Especialista no assunto, Giles Gibbons, cofundador e CEO da britânica Good Business, uma das consultorias líderes em responsabilidade empresarial, tem a crítica na ponta da língua. “Não é só porque uma companhia abraça inciativas verdes, que deve sair contando para todo mundo. É preciso uma comunicação mais sofisticada, que converse com as necessidades do consumidor.”, diz. Em passagem pelo Brasil “para conhecer o mercado”, Gibbons, que possui clientes como Fiat e Microsoft, falou à EXAME.com sobre o desafio de comunicar a sustentabilidade e, principalmente, de conquistar o público.
EXAME.com – O senhor é autor de um livro que leva o mesmo nome da consultoria, Good Business. Qual a sua definição de um bom negócio?

Gibbons - A resposta é simples. Se você quer mudar o mundo, então faça-o através dos negócios. Se você quiser ajudar o seu negócio, então ajude a mudar o mundo. As empresas têm o poder de gerar mudanças sociais positivas pela forma como se comunicam. Se você quer evitar que um adolescente não fume, é mais fácil convencê-lo através de uma propaganda da Nike, do que por uma ONG ou pelo Ministério da Saúde dizendo “Ei, não fume". O objetivo é mostrar como o uso de ferramentas sociais e ambientais ajudam os empresários a criarem negócios responsáveis, lucrativos e competitivos.

EXAME.com –
Qual o papel da sustentabilidade aí?

Gibbons -
Um bom negócio tem a responsabilidade socioambiental como estratégia. Mas falar de sustentabilidade nem sempre é fácil. Certa vez, almoçando num restaurante, conversei com o chef sobre sustentabilidade. Ele entendeu o conceito do ponto de vista do alimento, de garantir a qualidade do produto desde a origem. Mas não há sentido nisso se a gestão da cozinha for descontrolada, com desperdício de gás e luz, e se o faxineiro receber uma ninharia no final do mês. Isso não é fazer um bom negócio. Se eu lhe disser como toco meu negócio, será que você vai gostar? A sustentabilidade deve ser vista como uma forma de gerenciar o negócio, não como um setor ou ação isolados.

EXAME.com –
Cada vez mais, as marcas querem convencer o consumidor a respeito de suas credenciais verdes. Mas as pessoas estão mais desconfiadas...

Gibbons -
Por isso sempre digo “esqueça o verde, pense na informação”. A má comunicação cria ceticismo no consumidor. A sustentabilidade não deve ser vista como um canal de comunicação, porque ela não é isso, é sim uma forma de gerir o negócio com reponsabilidade.

Fonte: Exame

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O que você acha mais fácil, vender ou produzir?

A maioria dos empreendedores concorda que é mais fácil produzir. Também se observa que as indústrias, em quase sua totalidade, surgem da capacidade produtiva e não comercial de seus fundadores.

Se a empresa não vende o que produz, corre o risco de gerar excesso de produtos nos estoques e conseqüente desequilíbrio entre as receitas e despesas. Portanto, é fundamental a capacitação para vender produtos, serviços, imagem, confiança e credibilidade. Isto porque, para ter a oportunidade de fazer uma entrevista e ter chances para demonstrar e vender, o vendedor primeiramente precisa vender a sua imagem e a imagem da sua empresa.

Numa empresa nada acontece sem as vendas, elas são os motores que impulsionam os negócios. Grande parcela do sucesso das organizações se deve à capacidade dos profissionais de vendas, portanto precisamos desenvolvê-la continuamente.

A Pré-Venda

Nas vendas há espaço para o exercício da arte, da criatividade e principalmente de técnicas. Reconhecidamente, vender é um processo composto por três etapas bastante distintas, identificadas como a pré-venda, a venda propriamente dita, e o pós-venda. Destas, a fase mais negligenciada é a pré-venda. Tão importante quanto saber vender é saber para quem vender. Daí, a importância de escolher visitar as empresas e pessoas certas, ou seja, as pessoas que tomam as decisões de compra.

A Prospecção

Em vendas, a busca pelas empresas e pessoas certas, dá-se o nome de prospecção de mercado. A palavra prospecção tem origem na geologia. Denomina-se, por exemplo, de “prospecção de ouro” a ação de peneirar grande quantidade de areia para encontrar pequenos fragmentos de ouro. Semelhantemente, o vendedor analisa uma grande quantidade de possíveis clientes para concentrar seus esforços nos que apresentam o maior potencial.
Todas as atividades realizadas por um vendedor consomem tempo, e tempo é o seu maior patrimônio. Não é por acaso que a expressão inglesa “time is money”, cujo significado é “tempo é dinheiro”, aparece 224.000.000 vezes no Google.
Se o vendedor buscar clientes de forma aleatória e sem critérios, investirá muito tempo e dinheiro obtendo resultados ineficientes.  Já se o vendedor planejar suas prospecções a partir de bancos de dados organizados e focados, certamente seus resultados serão melhores.

Foque os Benefícios

Conhecer as características dos produtos e serviços que vendemos é fundamental, mas não se esqueça que os clientes não compram as características, mas sim o que os produtos e serviços fazem por elas. Portanto, foque nos benefícios!  Mostre sempre seus produtos levando em conta o que eles farão pelos seus clientes. Seja um tradutor de características em benefícios. Facilite as vendas! Após mencionar uma característica, diga em seguida o que ela significa para a pessoa ou para a empresa dela.

Vença o Medo das Objeções

Outro aspecto da venda que temos que encarar com seriedade é o manejo das objeções. Há especialistas que arriscam afirmar que oito em cada dez vendedores têm medo de objeções. Pois bem: “quem vive sob o domínio do medo jamais será livre”.  O medo freia, isto quando não paralisa o profissional! É preciso encará-lo como parte normal de uma venda. Quando começam a surgir as objeções é sinal de que o cliente está realmente interessado na compra e não o contrário, como parece ser!

Lembre-se

O verdadeiro profissional não está preocupado em vender uma só vez para o cliente. Ele acredita no valor vitalício do cliente. Para isso, precisa ter uma postura de solucionador de problemas, um indivíduo que alimente sistematicamente o cliente com novas informações e soluções, agregando valor aos produtos e serviços que comercializa, criando desta forma barreiras à entrada de novos concorrentes.


Fonte: Logística Descomplicada

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Embalagens e sustentabilidade

A escassez dos recursos naturais, o aquecimento global, o consumo consciente e tantas outras situações relacionadas à sustentabilidade se tornaram discussões freqüentes no mundo empresarial. A adoção de processos sustentáveis deixou de ser diferencial, passando a ser incorporados por marcas e produtos, uma questão de sobrevivência.

Empresas que investem em sustentabilidade já ganham a preferência do consumidor. Segundo a Pesquisa “Responsabilidade Social das Empresas – Percepção do Consumidor Brasileiro”, dos Institutos Akatu e Ethos, de dezembro de 2010, dois em cada cinco brasileiros (41%) já concordam pagar um pouco mais por produtos de marcas que tenham posturas sustentáveis.
Para ser correta do ponto de vista ambiental uma empresa precisa estar preocupada com todo o processo produtivo. Inclusive com embalagens e resíduos dos produtos pós-consumo. Não dá para dizer que isso é uma moda. É tendência. Em 2003, durante o evento SPDESIGN, seis tendências para o segmento de embalagens foram apontadas. É bom relembrar:

1) TAMANHO:

Cada vez mais os espaços serão reduzidos nas prateleiras, em função do aumento da oferta de produtos concorrentes. As embalagens se tornarão cada vez menores. Assim, a diferenciação passará a ser importante para qualquer produto. Funcionalidade e conveniência das embalagens serão mais valorizadas.

2) EMBALAGEM GLOBAL:

Cada vez mais as embalagens passarão a ter menos palavras, utilizando símbolos e figuras universais para auxiliar na fixação da imagem dos produtos em qualquer parte do mundo. Com a globalização dos mercados as embalagens também passam a ser globais.

3) HOLOGRAFIA:

Já acontece nos EUA e no Japão, e deverá passar a ser também uma realidade para outros países, principalmente quando se trata de produtos com elevado valor agregado. Funciona também no combate à pirataria.

4) EMBALAGEM QUE “FALA”:

Em breve, boa parte das embalagens ao ser aberta deverá “falar” ao cliente  informações sobre o produto. Já são encontrados hoje no mercado embalagens que trazem indicadores de tempo e temperatura (TTI).

5) EMBALAGEM ECOLÓGICA:

Com o crescimento da consciência ecológica a produção de embalagens recicláveis e recicladas, de refis e de embalagens que após descartadas ocupem menos espaço nos aterros sanitários passa a ser uma realidade.

6) EMBALAGEM AUTO-DESTRUTÍVEL:

A engenharia de materiais terá grandes avanços no sentido de ofertar dentro de pouco tempo materiais que possam consolidar desta tendência.
Das seis tendências apontadas, duas estão diretamente ligadas às questões ambientais. Portanto, é fundamental que a sua empresa repense durante todo o tempo sobre essa situação. Seja por consciência ambiental, seja por exigência legal. Sim! A Política Nacional de Resíduos Sólidos já é uma realidade, e regulamenta a destinação pós-consumo de embalagens e resíduos de alguns setores da indústria brasileira (pneus, lâmpadas, lubrificantes, agrotóxicos, pilhas e baterias). Enquanto a logísticaTradicional trata do fluxo dos produtos fabrica x cliente, a logística reversa trata do retorno de produtos, materiais e peças do consumidor final ao processo produtivo da empresa.
É provável que em pouco tempo as regras devam envolver outros setores produtivos. Para onde vão as embalagens dos seus produtos depois do consumo? Em que medida elas agridem ao meio ambiente? A logística reversa já é uma realidade. Não é apenas um diferencial.
Por Heitor Marback é administrador: mestre em administração estratégica e especialista em marketing. Tem experiência com consultoria e gestão de marketing. Na área pública atuou com planejamento e comunicação governamental. Professor Assistente da Faculdade de Tecnologia SENAI CIMATEC – Bahia

Fonte: Logística Descomplicada

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

2012: Logística pode ser uma boa opção de investimento à longo prazo


Claramente apontado como um dos setores mais importantes da economia brasileira, as projeções para o segmento de transportes são positivas para 2012, apesar do forte impacto que o segmento pode sofrer com as variações do cenário doméstico.

“É um setor que sofre quando atividade econômica está mais enfraquecida, seja em setores da indústria ou nas commodities. Isso é representativo, mas estas empresas exercem outras atividades que compensam”, explica a analista da SLW Corretora, Rosângela Ribeiro.


Em relação ao desempenho das principais empresas listadas na BM&F Bovespa, destaque negativo para ALL (ALLL3) que apontou -37,57% no fechamento do ano, JSL (JSLG3) -14,61%, Localiza (RENT3) macando-3,37% e CCR (CCRO3) com -8,38%. Fecharam 2011 no campo positivo OHL (OHLB3) com +5,15%, Ecorodovias (ECOR3) com +13,36% e Tegma (TGMA3) com +5,31%.

Logística rodoviária e concessões
Neste sentido, para as empresas de logística rodoviária, que representam 60% do volume de mercadorias transportadas no Brasil, especialistas acreditam que serão marcadas principalmente pelo desempenho da economia nacional, embora também estejam sujeitas aos preços do petróleo, às intervenções do Governo, à manutenção das estradas entre outros aspectos.


“Esperamos declínio do segmento nos próximos anos devido a investimentos que estão sendo feitos no meio de transporte, principalmente ferrovias e hidrovias. No entanto, as empresas de logística devem ainda mostrar dependência dos negócios das operações com caminhões, não só para o transporte de curta distância, mas também devido à falta de infraestrutura no Brasil, em função dos baixos investimentos bem como o tamanho continental do país”, explica a dupla de analistas do Bradesco BBI , Edigimar Maximiliano e Luiz Peçanha.

Neste sentido, a equipe econômica do HSBC projeta um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 3,7% em 2012, um nível melhor que os 3,0% registrados em 2011. Os dados são também um pouco melhores do espera o Banco Central, segundo a última edição do relatório Focus, que estima um PIB de 2,87%. Mesmo assim, conforme os especialistas, em ambos os casos o resultado é considerado positivo para as rodovias pedagiadas

Para a analista da SLW, Rosangela Ribeiro, a tendência é de que o crescimento neste segmento de transportes aumente, especialmente após a divulgação do pacote de incentivo do Governo à economia, o Brasil Maior. “Isso será refletido no ano que vem, no segundo trimestre”, espera.

Recomendações
Assim, Rosângela recomenda a compra das ações do setor, pela perspectiva de crescimento e aquecimento interno. “O setor de logística é atrativo como um todo e deve ser um bom investimento para 2012. Já em concessões o ritmo de crescimento também é muito acelerado e o potencial de avanço das empresas é muito grande”, aconselha a analista.


Pensando no investimento de longo prazo, o analista da UM Investimentos, Gustavo Hon, sugere a manutenção dos papéis. “As empresas devem manter um fluxo de caixa mais crescente ao longo do tempo para investidores, apontando maior pagamento de proventos alta previsibilidade do fluxo de caixa. É um setor para ficar bastante de olho, e o investimento é de longo prazo. As ações não performam de forma muito forte no curto prazo”, alerta.

Logística hidroviária
Por fim, em relação ao segmento portuário ou logística hidroviária, o grande desafio será promover um crescimento em volume, dado um pior cenário macroeconômico e diminuição dos fluxos de comércio global, segundo os analistas do Bradesco BBI.

Entre as empresas que se destaca no mercado brasileiro estão Log-in (LOGN3) que fechou o ano com perdas acumuladas de -34,03%, Santos Brasil (STBP11) com alta de +11,02% e Wilson Sons (WSON11) com queda de-19,49%.

A analista da SLW,explica que o cenário e bom para o segmento, mas o papéis tem pouca liquidez em bolsa. “Tem que ficar atento, são small caps, então não há cenário definido. São de longo prazo e 2012 ainda não será ano delas”, conclui Rosângela.

Fonte: Infomoney / Lógistica em Destaque

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O desafio da logística em 2012


As empresas se perguntam onde investir, em qual área colocar mais recursos, qual profissional contratar? Os jovens profissionais gostariam de ter mais informações sobre seu futuro, as diferentes áreas e os cursos que podem abrir as portas do mercado de trabalho. E todos olham para o governo, esperando que as obras que destravarão nossos gargalos infraestruturas saiam do papel.

Por isso, neste início de ano, peço atenção ao desafio que a logística impõe às empresas, aos profissionais e ao governo.

Empresas
As empresas, não importa o setor de atuação, estão envolvidas de alguma forma com a logística. Elas precisam manter em equilíbrio o malabarismo envolvendo estoques, distribuição, compras, etc. Inclua nessa equação a automação, cada vez mais presente nas indústrias, e você encontra uma receita muito difícil de acertar.
A luta pela eficiência passa pelo ajuste fino de todos estes elos. Mas nada disso poderá funcionar sem que os próximos dois participantes do processo façam suas partes: profissionais e governo. Continue lendo.

Profissionais
A logística de alguns anos atrás era feita majoritariamente por administradores e engenheiros. Hoje, o mercado ainda tem a disposição estes profissionais, mas as carreiras, deveres e atribuições aumentaram, assim como aumentou a oferta de mão-de-obra com os cursos técnicos, tecnólogos e bacharelados específicos em logística.
Isso indica que qualificação é a palavra de ordem. Tenha consciência do que você quer (e pode) alcançar, faça cursos extras, especialize-se. As vagas existem, mas você precisa oferecer um currículo adequado, compatível e bem qualificado.
Empresas focadas e profissionais qualificados conseguem fazer a diferença. Mas para deslanchar é preciso que o terceiro elo esteja na mesma corrente rumo ao desenvolvimento: o governo.

Governo
O governo é a locomotiva da qualidade infraestrutural de um país. No Brasil, esta frase tem peso duplo. Primeiro, porque o governo não tem agido no sentido de destravar os nós que atrasam nossa logística. Segundo, porque essa locomotiva não tem trilhos disponíveis, visto que nossa malha ferroviária é vergonhosamente pequena.
Precisamos eleger com mais cuidado e colocar pressão contínua nos nossos governantes para que as obras que são necessárias para o bom andamento da logística nacional saiam das gavetas e rumem para as construções, sem atalhos nem desvios (incluindo aí os desvios financeiros criminosos).

Conclusão do desafio Logística 2012
Se os três envolvidos estiverem afinados, a banda tocará bonito em 2012. Empresas focadas, profissionais qualificados e governo comprometido poderão fazer de 2012 o ano da virada para a logística no Brasil.

Fonte: Logística Descomplicada

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

17 dicas para ser mais sustentável em 2012


Um dos principais temas mercadológicos da atualidade é a sustentabilidade. O assunto tem sido discutido amplamente no mundo dos negócios a fim de buscar soluções viáveis para um mundo com menos degradação ambiental e ecologicamente mais correto. Entretanto não é apenas a indústria que precisa mudar seus hábitos, em nosso dia-a-dia também podemos contribuir com pequenas atitudes.Confira :

Produtos de Limpeza

O primeiro passo para adquirir uma vida mais sustentável pode ser dado em sua própria casa, na escolha dos produtos de limpeza que você utiliza. Alternativas caseiras como sódio, limão e vinagre podem substituir os produtos de limpeza tradicionais que muitas vezes são tóxicos para o meio ambiente. Se optar por comprar ao invés de fabricar o seu, escolha os que são biodegradáveis e evite os que possuem fosfato em sua composição.

Sacolas Plásticas
O plástico mata milhares de animais por ano além de poluírem o meio ambiente. O papel apesar de biodegradável possui desvantagens ambientais e econômicas em sua fabricação, sendo assim escolha sacolas de pano ou retornáveis para fazer o transporte de suas compras.

Papel
Para o consumo de papel prefira o reciclado que consome de 70% a 90% menos energia que o comum além de poupar nossas florestas.

Garrafas Plásticas
Reutilize garrafas plásticas quando estas não puderem ser substituídas ou escolha squeezes e canecas para matar sua sede. Além de sair mais barato você evita o descarte no meio ambiente. Para os outros produtos que contenham plástico escolha os de embalagens maiores e de preferência com refil; embalagens pequenas é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais.

Economia de energia
Existem diversas maneiras de se poupar energia dentro de casa, uma delas é utilizar uma garrafa térmica com água gelada e cubos de gelo; esta opção evita o abre-fecha da geladeira e fornecerá água gelada para um dia inteiro. Quando for cozinhar retire todos os ingredientes da geladeira de uma só vez.

Eletrodomésticos
Mantenha sua geladeira longe do fogão, pois com o calor, a geladeira precisa consumir mais energia para compensar o aumento da temperatura. Descongele sua geladeira ou freezer antigos pois o excesso de gelo faz com que circule menos ar frio no aparelho sendo necessário maior gasto energético para compensar ou considere trocar de aparelho. Os eletrodomésticos novos consomem até metade da energia, se comparado aos modelos antigos.

Lâmpadas
Substitua as lâmpadas incandescentes por fluorescentes que gastam 60% menos energia. Retire os aparelhos da tomada ao invés de deixar em standby pois este modo consome de 15 a 40% de energia mesmo estando desligado.

Computador
Participe de ações virtuais. A internet é uma boa arma para conscientização e mobilização das pessoas. Faça reuniões de trabalho por vídeo conferência para encontros de quinze minutos ao invés de presenciais. Você evita o trânsito, a emissão de gás carbônico, o estresse além de economizar dinheiro e poupar o meio ambiente. Desligue o computador se ficar mais de duas horas sem utilizá-lo e o monitor por 15 minutos. O maior responsável pelo consumo energético do computador é o monitor, os de LCD são mais econômicos. Desligue o ar condicionado a uma hora do final do expediente; a economia de 12,5% diária representará o equivalente a quase um mês de economia no final do ano. Faça a manutenção do seu equipamento; um ar condicionado sujo representa 158 kg de CO2 a mais na atmosfera por ano. O ventilador de teto consome 90% menos energia, combinar o uso dos dois também pode ser uma boa opção, para isso regule o ar condicionado no mínimo e ligue o ventilador.

Lavando Roupa
Retire imediatamente as roupas da máquina de lavar quando estiverem limpas e pendure-as no varal ao invés de usar a secadora, deste modo as roupas ficarão menos amassadas poupando energia e trabalho na hora de passar. Para lavar a louça ou a roupa procure usar água morna ou fria, e utilize as máquinas quando estiverem cheias, se não for possível use a metade da capacidade e selecione o modo de menor consumo.

Água
Não é muito difícil economizar água em nossas atividades diárias. Basta fechar a torneira enquanto escovar os dentes, reduzir alguns minutos do banho de preferência de chuveiro ao invés de banhos de banheira que consomem até quatro vezes mais energia e água, não permitir que as crianças brinquem com água, instalar válvulas na descarga para regular a quantidade de água liberada e nos hotéis, opte por trocar lençóis e toalhas a cada três dias.

Cozinha
Tampe suas panelas enquanto você cozinha e aproveite mais o calor. Prefira cozinhar na panela de pressão além de ser mais rápido você economiza 70% de gás. Cozinhe em fogo brando, pois por mais que você aumente o fogo sua comida não cozinhará mais depressa porque a água não ultrapassa 100 ºC em uma panela comum. Coma menos carne vermelha, a criação de bovinos é uma das maiores emissoras de gases de efeito estufa além de demandar grande quantidade de água em sua produção. Escolha alimentos frescos ao invés de congelados e enlatados.

Alimentação

A comida congelada é mais cara e consome mais energia ao ser produzida e os enlatados geram mais resíduos. Evite pedir comida para viagem economizando as embalagens utilizadas. Compre produtos orgânicos e incentive o comércio para que os preços caiam. Estes alimentos respeitam os ciclos de vida dos animais, vegetais e do solo e não contaminam o meio ambiente, além de serem muito mais saudáveis. Frequente restaurante que estimulam este tipo de alimentação.

Lixo

Faça compostagem do material orgânico que sobrar, reduzindo o lixo dos aterros sanitários e a emissão de metano na atmosfera. Além de reduzir o problema você terá um jardim bonito e saudável. Faça coleta seletiva dos materiais reciclados e se não houver este serviço em seu bairro procure um posto de coleta. O óleo de cozinha costuma ser jogado na pia, mas cada litro de óleo chega a poluir um milhão de litros de água. Existem pontos de coleta específicos somente para esse material.

Pilhas

Use somente baterias e pilhas recarregáveis ou invés de pilhas comuns. Não troque de celular se ele ainda estiver em pleno funcionamento. As peças do aparelho usam derivados de petróleo e metais pesados em suas baterias.

Transporte
Ao comprar um carro por exemplo escolha o modelo mais ecológico, que emita menos poluente como o flex ou os carros movidos a etanol. Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana-de-açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Mantenha o carro regulado, ande mais de transporte coletivo, ofereça carona e ande mais a pé ou de bicicleta.

Meio Ambiente

Tenha responsabilidade ambiental, plante uma árvore em seu bairro, proteja uma floresta, regue as plantas à noite ou pela manhã bem cedo, assim você impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir suas plantas; informe-se sobre a política ambiental das empresas que você contrata e considere o impacto de seus investimentos.
Essas dicas são muito simples de serem praticadas, basta atentarmos a elas e nos esforçar um pouco para fazermos diferença no futuro do planeta.
 
Fonte: http://exame.abril.com.br/economia/meio-ambiente-e-energia/noticias/dicas-para-ter-uma-vida-mais-sustentavel-em-2012?page=5&slug_name=dicas-para-ter-uma-vida-mais-sustentavel-em-2012