terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Planeta Sustentável: É mesmo possível?




Sustentabilidade é a palavra da moda.Conceito amplamente aceito pela sociedade, por economistas e também ambientalistas, todos concorcam que um crescimento ecologicamente correto e sustentável é a maneira ideal de crescer. Mas afinal, no mundo capitalista como conhecemos, será mesmo possível alcançar esse tal desenvolvimento sustentável? O que os países estão fazendo para isso?Quais são os exemplos a serem seguidos? Confira abaixo:

Primeiro vamos às notícias recentes sobre o tema no Brasil:

'Rio+20 deve focar nos limites do planeta', diz cientista
"O principal problema com o documento é o fato de não partir do princípio de que há um limite natural para o planeta, e que inevitavelmente teremos que nos adaptar à sua capacidade de suporte. Este é um conceito chave do desenvolvimento sustentável, que não está posto de forma clara e objetiva em parte alguma do documento. Partir desse princípio pode ser a única chance para que a RIO+20 alcance objetivos palpáveis" - Carlos Alfredo Joly

Entendendo a notícia:
A Conferência Sobre o Desenvolvimente Sustentável, acontecerá este ano Brasil e  autoridades e especialistas ambientais criticam o documento emitido pela ONU por falta de uma política clara para o crescimento respeitando os limites ambientais.

Agricultura brasileira cresceu com sustentabilidade, diz Kátia Abreu
A agricultura brasileira cresceu 247,13%, nos últimos 35 anos, mas preservou 73,3 milhões de hectares de mata nativa. Este foi um dos dados apresentados pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA)

Apesar dos avanços o Brasil segue em uma posição modesta nos principais rankings dos sustentáveis; é apenas o 62º entre os países mais ''limpos'' do mundo; fora a falta de uma logística e uma legislação ambientais mais fortes.

Exemplos a serem seguidos:

Suíça -
O empenho em reduzir progressivamente o uso de combustíveis fósseis e nuclear, por meio de uma política nacional sólida, coloca a Suíça como um grande destaque

França - No país de Sarkozy, a bandeira verde é hasteada principalmente por uma política agressiva de eficiência energética, que prevê a redução das emissões de gases efeito estufa em 20% até 2020 além da expansão da matriz de fontes renováveis para 25% no mesmo período

Suécia - O esforço em adotar fontes alternativas de energia é um dos pontos que garantiu a presença da Suécia entre os dez primeiros colocados do ranking. Há cidades, como Borás, que praticamente são livres de lixo porque reciclam a maior parte dos resíduos sólidos gerados pela população transformando-os em energia. A produção de bioenergia abastece casas, estabelecimentos comerciais e até mesmo frotas de ônibus, que integram o sistema de transporte público.

Aústria - Não é de se espantar a presença da Áustria entre os países mais verdes do mundo. Além de arquitetura, história e muita música, ela oferece à sua população e aos visitantes uma natureza incrível e, principalmente, bem conservada.

Noruega - Terceira colocada no ranking de países mais verdes, a Noruega pretende se tornar carbono neutra até 2030, ou seja, todas as suas emissões devem ser compensadas. Pelo menos 2/3 delas serão reduzidas com ações ambientais internas e para dar conta do restante as autoridades norueguesas financiarão projetos sustentáveis em países em desenvolvimento, como geração de bioenergia e proteção de florestas.

Países considerados de primeiro mundo, que com excessão da França, não chegam perto do potencial econômico do Brasil, entretanto conseguiram dois objetivos maiores: qualidade de vida para sua população e um caminho para o tão falado desenvolvimento sustentável.São esses os exemplos que o Brasil deve seguir para pelo menos chegar a um nível de sustentabilidade próximo tanto ao seu potencial ambiental quanto econômico.

Fontes: Estadão, Portuguese.cri, Exame,Revista Ecoturismo

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